sábado, 27 de dezembro de 2008

Será.

Eu fiquei  agora, sozinha, perguntando a mim mesma (como eu sempre faço) se alguém, alguém entre bilhões já sentiu o que eu to sentindo agora. Será que alguém já conheceu um outro alguém que morava a 1000 km de distância no dia que o show da banda preferida não ocorreu? Será que nós somos únicas?

Será que mais alguém no mundo já teve a sensação de que tudo não estava dentro dos conformes dos seus sonhos e de uma hora pra outra o destino veio e pôs tudo em seus parâmetros? É só comigo?

Alguém mais já comprou uma passagem de avião pra um lugar que nunca imaginaria estudar -  e que isso irá ocorrer nos próximos dois meses? Há um ano eu não imaginava nem metade. Será que mais alguém sai da estabilidade da sua vida – monótona, tudo bem – pra ir viver com quem sempre quis? E que, da mesma forma, há quatro anos, não imaginava nada. Nem um pouco: nem um nada. Viver na cidade grande que sempre quis (e por certo tempo, tanto reprimiu)?

Será que eu sou a única que até agora odiou grande parte, mas sente que tudo vai ficar bem? Que você vai ter o que é seu de verdade – de direito de alma? Será que eu sou a única que se emociona, com todo o coração, sobre tudo isso? Tudo isso gigantesco que só eu e ela sabemos que tem tamanha grandeza?

Eu acredito que é só isso que faltava pra nós duas. Um afago na varanda, por uns cinco anos (no mínimo).

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

"and i hate, hate, hate your guts"

Porque todo mundo fica doido no Natal? E nos seus dias antecessores e posteriores – até o final do verão? Eu falo sério. É uma correria doida pra achar o Peru mais gordo da geladeira, as frutas cristalizados em melhor estado de liquidação e os melhores presentes. Vocês já foram ao shopping no dia 23 de dezembro a fim de achar algo porque você não teve tempo de fazer isso nos trezentos dias anteriores? Não há nada a não ser pais loucos comprando presentes doidos que os filhos só aproveitarão até o ano novo (uma semana é tempo demais?). Existem, também, os filhos doidos nas lojas da classe-média espalhando “roupas de mãe” por toda a bancada, desarrumando tudo, jogando tudo pros ares – e odiando tudo. Entrando na fila E (veja bem o sinal de adição não-combinativa no período) procurando roupas nas pilhas e pilhas e pilhas e pilhas (etc) de roupas para que não levem tempo demais nesse serviço. As filas quilométricas. Eu juro que fico com medo, eu presenciei tudo isso. Nas outras lojas não havia roupas. Sabe o que é encontrar araras de roupas vazias? Que decepção não poder olhar nada – que alívio não poder comprar nada. As pessoas ficam doidas no Natal? Doidas de pedra (heroína, álcool, LSD, ...). Porque elas não se importam em agradar e abraçar os familiares e amigos lindos e cheirosos em todo o resto do ano, ou seja, antes do dia 25? Porque só no Natal? E aquelas coisa de ir em casas de amigos dos pais enquanto você não pode sair e beber loucamente na praia com seus amigos doidos (finge). Bom eu falo por mim, mas Natal é uma data sacra, a qual eu respeito com todo meu pudor e espiritualidade, porém, eu acho que ela é totalmente desvirtuada e só faz deixar as pessoas doidas caçando presentes e perus gordos nas geladeiras. Ficar desejando feliz natal espirituosamente pra todo mundo e ligar pros parentes e amigos distantes. Será que o natal se tornou apenas uma data pra nos lembrarmos que podemos comer peru e beber vinho, assim como nos dar um cutucão através dos cartões de crédito para nos lembrarmos que, SIM, temos amigos e que no dia 23 de dezembro sairemos em busca do presente perfeito que eles muito provavelmente o devolvam do dia dois de janeiro porque não gostaram dele? Será que é pra isso que serve o natal? Um lembrete alarmante para nossos esquecimentos. Eu acredito que sim, mas eu prefiro não seguir essa seita. Peru o ano todo, para todos!

"Its Christmas time, again
It s time to be nice to the people you cant stand, all year"
como cantaria o deus MarkfuckingHoppus

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Uma dica gls.

Eu to aqui só pra dar uma dica:

Eu tava lá no mercado comprando caneta preta, folhas a4 e alfajores uruguaios quando eu passei naquela sessão mulherzinha do supermercado – vulgo higiene pessoal –, vi lá aquelas ceras frias da Veet e pensei “porque não? Hehe”. Bom, aí eu fiquei entre umas 5 opções de qualidades de cera fria e uma qualidade que você passa na perna e as coisinhas (me recuso a usar a palavra adequada, acho nojento, já to me expondo demais) derretem depois de um cinco minutos (igual Gilette, porém sem lâmina). No fim, minha mãe tava gritando no caixa dizendo ‘VAMO JÉSSICA VAMO’ e daí eu me senti pressionada e peguei qualquer caixinha (a mais coloridinha). Era a caixinha de PAPAYA. Ai, eu cheguei em casa, comi um alfajor e fui falar com a , enquanto a gente olhava Gossip Girl e babava no DAN (lindo :}). Peguei a caixinha de papaia, esfreguei as cerinhas paralelas por uns 7 minutos e iniciei o processo. OK OK, de início é uma delícia, uma dor suportável e até prazerosa (sadomasoquismo rlz). AÍ, QUANDO EU TAVA NO MEIO DO PROCESSO uma das cerinhas grudou na minha perna. Como seria esperado, eu puxei, como fiz com as demais, todavia,  A CERA FICOU NA MINHA PERNA! Isso soa como um problema? Não, não soaria como um problema se você encontrasse dentro da caixinha um saquinho com ‘óleos removedores de cera’. E, agora, a gente chegou na complicação do enredo, e vocês se perguntam havia de fato o tal saquinho oleoso? Não tinha meus caros. Não tinha. Ledo engano eu pensar que haveria (de praxe) saquinhos dentro da caixinha. Saquinhos milagrosos nesses momentos em que a cera FRIA fica grudada na sua cútis. Todas as caixinhas deveriam vir com óleos removedores, uma vez que todas as outras caixinhas de cera fria que eu comprei vieram com saquinhos de óleo removedor. Nisso, eram 22 horas da noite, eu estava com fome e com 6cmx4cm de cera fria grudada na perna direita. Então, eu fui até o chuveiro, peguei sabonete líquido e passei na perna. NADA, a toalha grudou na minha perna. Tentativa segunda: hidratante corporal. Alguma eficácia? Nula! Hidratante só serve pra quando você não tem removedor de maquiagem e necessita retirar o rímel borrado de três dias e 6 ressacas da sua cara. Sendo assim, com algodão, toalha, hidrantante e sabonete líquido na minha perna eu fui até o Google. No Google você encontra tudo, vocês dizem – EU DISSE O MESMO. E eu achei naquelas questões toscas da Yahoo! (aquele site que as pessoas perguntam se a terra a redonda mesmo, ou é ilusão de ótica dos olhos deles e perguntas toscas e toscas e toscas como essa) alguém com o mesmo questionamento que eu, e ela dizia: “PASSA ALCOOL QUE SAI!”. Eu fui até a lavanderia, louca atrás de álcool (isso é ambíguo) pra passar nas pernas; passei até no cérebro e quem disse que saiu meu deus? Pelamordedeus. Se eu não tivesse a pele demasiada oleosa (im sorry i cant be perfect) é provável que eu tivesse algum tipo de óleo alternativo e tudo, mas eu não tenho. Agora já passa da meia noite, o Internacional está na prorrogação da copa Sul-Americana, eu já comi, e o filme que eu tava olhando já acabou (lindo por sinal) e quando eu penso “OH VOU ME DEITAR E RELAXAR LENDO!” quem diz que eu consigo deitar e relaxar lendo com as panturrilhas grudando, CASPITA?


Re-edição: eu mandei esse email pra Veet. Inspirada por Mark Twain (leiam esse homem, por mim!).