terça-feira, 25 de novembro de 2008

AEAEAE

Agora quando me perguntarem de onde eu sou eu digo que sou gaúcha residente em Santa Catarina ou eu digo que sou do Rio Grande do Sul? Olha, é um negócio que me perturba. Ou é meu bairrismo que fala mais alto - voto pela segunda opção, rs. Afinal, sempre vão me perguntarem "mas o que tu está fazendo em SC menineeeee?" ai eu vou contar a história da minha vida e dizer "sim, SC também é muito legal hehe". A concepção de SC que eu sempre tive foi FÉRIAS AEAEAE! Não existem praias melhores. Todavia, agora, SC ainda será tida como FÉRIAS AEAEAE, mas com outro significado: família (L); ou agora eu direi RS FÉRIAS AEAEAE (tá ficando chata essa repetição, tenho ciência disso) , afinal eu pretendo, sim, ir lá dar uma passada nas praias achocolatadas e gélidas do meu estado, passar uns dias em Gramado, tomar vinho em Bento e visitar usn alemães (ADORO) em Ivoti (ivoti!)  - agora finge que eu fazia tudo isso quando morava no RS. MAAAAAAS o que me dói em deixar no extremo sul é o rock. Lord Ganesh, como eu sinto falta da vida under da região metropolitana e da rua da Praia em Porto Alegre e e e todas aquelas coisas lindas e mal cheirosas que tu só encontra em  Porto Alegre. 
Mas o que me perturba mais é sobre a minha apresentação, acho que eu fico com gaúcha, residente do mundo IUEHEUHUE. Não, não, é brinks, essa coisa de residente do mundo me racha o que eu não tenho.  Porém, o gaúcha é puro bairrismo e nostalgia (e tpm, abafa).


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Festas de fim de ano: Reflexão.


Mais que dançar músicas de travesti e colar o corpo suado em algum indigente, festas de final de ano (incluindo as de formatura, que devem estar nesse momento já sendo planejadas, way to go Terceirões!) podem representar muito mais do que aparentam. São exatamente nessas festas que as pessoas mais tímidas se abrem, que só os mais fortes - não mijam no ralo (isso serve principalmente para as garotas) - sobrevivem. Cerveja a um real, tequila e absinto soltos no meio da galera: quem não bebe vai começar, e quem já bebe provavelmente estará caído em alguma sarjeta a espera de alguma boa alma para acudi-lo. E digo isso porque já presenciei algumas coisas que nem meus já tão oblícuos e cheios de defeitos de caráter óptico olhos puderam crer. Low, low, low e li-li-li-li-li-li-lick me like a lollipop, a tigrada vai se soltando e adivinha: acham que tão abafando.
Quem nunca ficou bêbado e achou que ia ser uma idéia fabulosa subir no balcão tirar a camisa, rodá-la pra cima, fazendo movimentos pélvicos e gritando: "SEGUUUUUUUURA PEÃO", e de quebra exibir o corpinho - não depilado - para as senhoritas presentes. Ou que guria nunca ficou tão alterada a ponto achar lindo dançar que nem subordinada de casa de burlesco, com o dedinho na boquinha até o chão, muito sexy, se não fosse pelo fato de não perceber que tá com 6 quilos de maquiagem borrada, cabelo armado e meio suadinho grudado na testa, com pizza na axila e com espuminha branca no canto da boca mascando o mesmo chiclete de 5 horas atrás. O dia que você decide se abster de álcool uma vez em alguma balada pode achar várias preciosidades como essas. Já fui uma vítima desses efeitos revigorantes da tequila. Uma vez com o veneno correndo pelas veias só espere pelos efeitos "Whatafuck-am-I-doing-man?", já encoxei minha amiga de 1,50 de altura dizendo pra ela dançar comigo - e eu achando que estava de fato dançando - quando estava soltando todos meus 300 quilos em cima dela, babando. Já pedi pro guri mais feio da festa dançar o Créu comigo (eu tenho vergonha dessa história, só pra constar), e ele olhou pra minha cara e saiu fora; a minha pessoa ainda NÃO satisfeita em ter tomado um roundhousekick do guri, ainda fui tirar satisfação, e ele deu. Já bati num rapaz achando que era um amigo meu, TRÊS VEZES, em MENOS DE 3 MINUTOS. Isso não é legal, não mesmo. Mas dizem por aí que quem não bebe, não tem história. Bom, muitos têm sim, mas bebida é provavelmente o meio mais engraçado e mais fácil de ter história, esse negócio de estudar e ser bem sucedido pra ter história é coisa de pobre.
Eu penso nisso as vezes, but whatahell, cerveja é muito bom.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Coluna da Barbarinha.


Eu decidi que agora vou aderir a adorável modinha de comentar temas influentes no mundo teen, porque eu sou teen. Se eu fosse a Folha de São Paulo me chamaria para escrever a coluna do Bernardo, que aliás é bem chatinha, considerando que ele tem pré-18 anos (a lá Malhação cujos colegiais não podem ter menos que 29 anos), sempre parece ter a resposta certa pra questões que naturalmente NÃO TEM RESPOSTA, e o melhor: é apaixonado por uma guria chamada Olívia. Bafões a parte (interna, sorry), Coluna da Barbarinha é muito mais fofo e sonoro e eu e minha bagagem vergonhosa fariamos muito mais sucesso entre a moçada que ainda não decidiu o que fazer da vida. Já que ser vagabundo é c00l. Final do ano já, o cuzinho na mão: eu e mais alguns preparados pra se foder muito nesse vestibular. Como eu já dizia: sempre esperando o pior. A turminha que nasceu em 1991 sabe que é zicada, maldição de algum padre, galinhas pretas depenadas (não entendo a finalidade da galinha ter que ser preta, depenada são todas iguais, macumbeiros ...). Sempre tem um coleguinha ou dois que se saem bem e ganham concursos literários e ganham viagens pra Zâmbia, bem, só há uma resposta: são de 1990. Para ser um pouco mais convincente faremos uma lista de coisas vindas do ENCOXTO que ocorreram com a minha sala: Presenciamos uma súbita mudança no vestibular em Maringá (UEM), que dificultou pelo menos em 60%, porque as respostas agora são de somatória - sim aquele cu que você precisa analisar minunciosamente cada itenzinho se não a questão é anulada. Segundo, nós ligamos para um dos atendentes pra saber se o ENEM do ano passado (o mais fácil da história do Exame Nacional do Ensino Médio) poderia ser feito por alunos do 2º - quando estávamos no 2º, não sei me expressar -, ele nos reprimiu e disse que era melhor não fazer a prova aquele ano. Alguns alunos se aventuraram e fizeram mesmo assim, agora pasmem: O DO ANO PASSADO VALE, OU SEJA, UM BABUÍNO AMESTRADO E UMA ROSQUINHA QUE FIZERAM O ENEM E ACERTARAM 59 AINDA NO SEGUNDO COLEGIAL, SE DERAM BEM EM CIMA DE NÓS QUE SEGUIMOS AS REGRAS. Entendem a minha revolta? Na boa, to quase chorando escrevendo isso. Os planetas alinhados pra nos foder, ainda não satisfeitos em ver tamanha filha da putisse, decidiram que o ano que vem, nosso ano da liberdade enlatada e travestida, o custo para se tirar uma carteira de motorista vai ser o TRIPLO. A menos que meu pai me emancipe em 1 dia não creio que seja possível driblar essa situação. Sei que vontade não falta, mas not today dad, not today. Então fica a dica, você que NÃO É DO ANO DE 91 e está até hoje fazendo 5 anos de cursinho, não desanime, você concorrerá com o ano do fracasso explícito, esse é o seu ano da sorte! Parabéns! Detesto ter que quebrar o tabu de 20 posts muito espirituosos da Jézinha pra fazer essa declaração de aguar os olhos de meus coleguinhas brasilzão afora, mas essa é a realidade. Então assim fica aberta a concorrência a coluna do Bernardo. Sou um pouquinho mais realista, tendo em vista que provavelmente 80% dos vestibulandos esse ano levaram o 1º, 2º e o 3º colegial nas coxas e vão no dia da prova colar de alguém que tem um tipo diferente de prova. Convido esses elementos notáveis pra tomar uma p.u. (pinga de uva - cachaça muito apreciada aos arredores de Taguaí) antes da UFPR dia 16.

i'm gay

Eu sou muito gay. Pronto, sou a mais gay do blog. A Ba é gay, mas não é tão viadxinha (dxxxxinha) quanto eu. Já me falaram tanto que eu sou gay que eu venho aqui dizer: esse foi o ano mais gay da minha vida. E eu adoro os gays. Garanto que se eu fosse gay eu não seria tão feliz, mas eu adoro o jeito gay que eu tenho de ser feliz. Não que eu seja homossexual, afinal, isso é uma coisa muito distante de SER gay; melhor, agir tal como um gay. Talvez nem tanto agir, mas pensar como um gay. Pra deixar mais claro ainda, eu não sou lésbica. Capiche? Não sou homossexual. Mas eu gosto dessas coisas gays da vida de vir aqui e publicar coisas que eu só deveria deixar no meu diário. Não tenho diário, e têm coisas que eu acho über válido (momento gay) vir aqui e compartilhar com as parcas pessoas que vêm aqui e acham diver. Algumas nem vêm e acham diver.

Enfim, eu vim aqui, sentei aqui na frente desse teclado e fiquei pensando porque eu andei escrevendo essas coisas tão gays, TÃO sentimentais, TÃO TÃO vindas do fundo do heart. Eu não descobri, e garanto que não vou contar depois que eu descobrir, porque aí seria se abrir demais. E me abrir demais na vida nunca foi a coisa mais feliz que eu podia fazer(sem ambigüidades, xus. É SÉRIO).
Eu acredito que é por conta dessa coisa de fazer 18 anos. É um negócio que pesa, mesmo sem se notar. Parece que têm que crescer e escrever coisas com nexo. Nunca gostei disso de exaltar as coisas sérias, mas forma momentos tão sérios e momentos que eu tive vontade de chutar os órgãos vitais de certas pessoas (de certa pessoa) que me deixaram, por certos momentos, séria demais. Minha professora de literatura sempre disse que a dor sempre fez os melhores romances. Vai saber. Mas eu acho que é influência do que eu li e do que eu andei assistindo. Posso pôr a culpa também nos canais de desenho animado que vêm repetindo os mesmos episódios de Padrinhos Mágicos desde que eu os conheço. Isso me faz triste! Eu preciso de um “Ela disse pu e depois disse dim” pra me fazer rir por horas. Por isso eu adoto Fernanda Young até me cansar dela (ideal de vida hehe)

Ano passado eu vinha aqui, me sentava logo ali e desenrolava qualquer bobagem que vinha na minha cabeça. Ano passado eu vi mais gente, eu convivi com mais heteros e falei mais mal das pessoas. Ano passado, há um ano, eu fiz um vestibular fabuloso e minha mãe disse NÃO, você não vai pra lá – minha mãe sempre reprimindo. Olha só, novamente eu venho aqui e começo com as lamúrias. Mas eu não quero vir aqui sempre escrever lamúrias, afinal, essa não é  proposta do Sexy, muito menos meu propósito de vida.

Mas eu prometo que quando meus propósitos de vida forem bonitos (concretos) eu vou voltar a vir aqui e escrever entre ambigüidades e trocadilhos. Em breve, cats.