domingo, 28 de setembro de 2008

Preciso de férias, parte 2.

Não tem coisa mais traiçoeira que chuva seguida de mormaço, chuva, granizo, frio, mormaço e chuviscos. É, esse tempo pegou minha garganta ateou fogo e apagou com tamanco.
Tá virando meio que rotina esses posts semi-depressivos, mas você - repito - VOCÊ assíduo leitor sabe que sexyqueens é muito mais que choradeiras, tpm, brindes com fritura e vontade de metralhar as pessoas.
Também criticamos música, criticamos as pessoas, criticamos o tempo, os estudos, a crítica.
Tenho que me permitir uma última (mentira) vez fazer um pequeno comentário sobre o novo cd do Andrew McMahon, com seu projeto paralelo Jack's Mannequin.
E
u já devo ter feito ao longo do nosso blog lindo que completou 3 anos (quase isso, finge que eu ligo pra tempo) uns 9 posts abalada com alguma música dele, é sério, ele me choca.
A confissão do dia: Andrew, você me deprime.
Todo meu final de semana destinado me auto-revigorar sem ajuda de nada ilícito a menores de 18 - vulgo tequila - foi aniquilado na minha ouvidinha em Hammers and Strings (A Lullaby).
Devo falar, no entanto que me desapontei um tanto com o último álbum “The Glass Passenger”. Acho que ele tentou inovar demais, não sei, não colou. Teve altos sonzinhos do joguinho do Mário, uns gemidos meio suspeitos, anyways depois de ouvir 6 vezes o Cd todo, acostumei.
Mãããs definitivamente é um CD pra você pegar suas 2 semanas de vacaciones, jogar suas tralhas no carro e viajar sozinho com as janelas abertas de óculos escuro (degradê, se possível) sentindo AQUELA brisa no rosto, cantando alto, tomando uma gelada (pega eu, bafômetro!), balançando frenéticamente a cabeça. Nada mais delicioso que a solidão por opção, adoro essas peculiaridades. Ideal, ideal, ideal. Pra esses dias que te da vontade de arrebenta a cara do primeiro elemento que cruzar seu caminho.


É disso que eu preciso.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

BDAY


Nesse post 150 eu venho comunicar e registrar nestes registros MARA que ontem, dia 17 de setembro de 2008 eu e Bázinha lindinha fofinha tailandesinha fizemos quatro anos de amizade eterna. Na verdade são três (pela lógica matemática) mas como não temos a tal da lógica matemática ficam quatro anos e foda-se Aristóteles.
Devido a um show do Blink 182 que não ocorreu, uma antipatia (da minha parte, claro) com a Bá (que ficava tirando todo mundo ao máximo) e um profile engraçado e (mais importante que tudo) uma predestinação de amor carinho, cabeças grandes e doces com pentelho, nós nos encontramos naquela linda comunidade do blink-182 Brasil e nos nos nos identificamos ao máximo (menos no quesito machos). Passando por misturas saborosas de comida, cartas fabulosas escritas em folhas da JOLIE trocadas durante muito tempo, um porre virtual no dia das Mães e, como poderia me esquecer, a troca de meias via correio, estamos aqui. Depois de ligações mensais pra Taguaí/São Leopoldo e passar meses planejando os esquemões de BC e depois bulinar os pais pra passar uns diazinhos em Taguaí pra morrer tomando catuaba estamos aqui. Morrendo e nos amando. Nos chingando em praça pública, abrançando bonecos de crianças, superando as diferenças culturais (CUCA DE MORANGO) e planejando um futuro próximo. Nós estamos aqui. De gaymail em gaymail, conseguimos nos manter firmes e fortes e pedir batatas fritas pras pessoas erradas e bulinando mexicanos mentalmente. Eu acho que a gente tem futuro.

Here comes the promise of summer :D

te amo, feiosa

sábado, 13 de setembro de 2008

Deixa eu brincar de ser feliz

Vocês já devem ter ouvido Los Hermanos não é? Bom, até eu que não gosto de música brasileira (é não gosto, me crucifiquem no final do post) já ouvi Los Hermanos. E gostei. Nem acho eles bonitos, nem acho eles cativantes e nem sei o nome deles. Sabia da Anna Julia; linda Anna Julia. Era minha música preferida quando eu tinha uns nove anos. Se passaram onze e só depois dessa década e doze meses eu descobri que os barbudinhos (eu sei que os quatro têm barbinha) fazem música boa. Bem, na verdade, de Los Hermanos .o que eu mais gosto mais aprecio e mais choro ouvindo são as letras. As letras são fabulosas. Los Hermanos é aquela banda que faz pura poesia. Eu não gosto de poesia, mas eu gosto de Los Hermanos. Eu não gosto de poesia porque eu não entendo poesia. Se você não for direto comigo, ou se eu não estiver tão-tão-tão fora da minha casinha pra raciocinar metafóricamente - olhando pelo vidro a chuva macia que escorre até o chão - eu não vou entender os tais dos versos empilhados em estrofes. Mas eu entendo Los Hermanos. O que me surpreende nos hermanitos é que eles cantam a alegria com dor. O vocalista (acho que o sobrenome dele é Camelo) tem o dom de extrair alguma coisa única da alegria que nem eu que gosto de pôr cada coisa em seus parâmetros corretos to conseguindo enquadrar. Todavia, é um negócio bonito, mesmo pra mim que não gosta de exaltar a dor. Dor atrai dor, assim como violência atrai violência e clichês atraem má sorte (anotem isso).
A única música do Los Hermanos que eu ouço sem cansar da melodia (porque é a base da base da música) é O Vencedor. Eu lembro que quando essa música estreou (sabe-se lá que dia) eu odiei. Acho que eu odiei o clip. Se não me engano, o clip é um cara rastejando pelo chão sem muito propósito (também não entendo cinema Cult – não me convidem pra assistir cinema francês. Apesar de eu não saber se é Cult ou não eu não curto ok). Eu pego nojinho das coisas e sou assaz preconceituosa quando eu não gosto de cara. Acho que é por isso que eu to sempre out nos assuntos e me fazendo de underground. Não é bem me fazendo é mantendo princípios e tudo mais.

“E se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem, então o que resta é chorar.”

Se querem acalentar suas dores, quaisquer que sejam, ouçam Los Hermanos, mas ouçam sozinhos. A voz e vocês. Porque essa coisa de ficar dividindo a dor com a música e com os outros é um negócio que me incomoda muito. Muitas coisas me incomodam muito, mas dividir a dor melancolicamente com meio mundo me incomoda muito mais. Então não me importunem quando eu estiver com dor. De qualquer forma, não me sigam porque meus exemplos sentimentais: são trash.

Podem me crucificar agora, seja lá por qual motivo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

ELE e a cidade

Olha, se vocês querem férias desejem-nas com prazo pra expirar: fazer nada cansa meus amores! O que eu falo é sério. Você vai cansar de acordar ao meio dia todo dia. Todo o dia. De segunda a segunda. Domingos, feriados, quartas-feiras penosas: isso não existirá mais para você, porque estará em férias eternas. A menos que você viva em um local ÜBER legal (com direito a trema e letras garrafais) sim, você achará o que fazer – ou a menos que você não seja um baita de um preguiçoso com o rabinho acostumado a fazer nada (EU!). É chatíssimo o nada uma vez que você não tem mais 11 anos e seus amiguinhos não saem mais pra brincar na rua depois de voltarem da escola. Seus amiguinhos (é, os parcos amiguinhos) agora trabalham e (clichê mode /on) traçam suas carreiras através dos livros, da biblioteca e de seu Quem Indica (vulgo QI) durante uns quatro anos da vida dele. Só porque você resolveu atrasar um aninho da sua vida pra cursar as mesmas matérias novamente num lugar über novo SEU MUNDO NÃO VAI PARAR. Somente o sofá e o controle remoto na sua mão.
Eu não faço nada, mas disso todos vocês já sabem e garanto que entram aqui pensando que eu vou começar o post dizendo que “não faço nada” e eu lhes digo PARABÉNS! Jéssica é um ser lindo, pequeno, redondo e previsível. Bom, sem querer introduzir necessariamente algum assunto, essa foi minha introdução, e eu preciso treinar mais pra fazer uma dissertação que valha, no mínimo, dez; exploração dos dons e tudo mais, VOCÊS já sabem. Daqui a pouco eu paro de escrever, uma vez que vocês já sabem o que eu vou escrever. Risos da platéia. Voltando ao ponto que eu nem cheguei ainda. Uma das minhas outras manias é aquela fenomenal de descobrir seriados depois que eles acabam. Foi assim com That 70’s Show e o famigerado (adoro essa palavra. STRIKE ONE!) Friends – e outro engraçadinho que eu não me lembro. Como sabem, eu não tenho o dom de sentar todo o dia no sofá e assistir capítulos de um seriado day after day. Eu esqueço, enjôo, acho outro seriados que eu só verei u capítulo e reservarei lá no reservatório de programas da Sky e tudo aí no outro dia eu não assistirei e, por fim, no terceiro dia, eu nem lembrarei ele. Foi assim com Supernatural e Samantha Who? (WOHO), só pra dar um exemplo.
Bom, nesses dias (meses, séculos, eras) de ócio eu descobri Sex and the City. Sempre, tipo, sempre, pensei que fosse algum tipo de seriado com um conteúdo erótico de mulheres loucas por sapato e roupas de marca (um Gossip Girl retrô). Sim, é, mas eu descobri a essência desse seriado erótico-de-mulheres-loucas-por-sapatos-em-NY City: CARRIE. A Carrie é a Sarah Jessica Parker (eu acho o nome dela lindo, é sério, e nem é pelo Jessica, é pelo Sarah e Parker que, porém, não são nada sem o Jessica – inflei meu ego indiretamente), uma exímia colunistas from NY City. Eu adoro NY, eu amo colunistas. E, como eu tenho assistido o seriado noite após noite e, em certas noites, eu assisto umas três vezes, eu viciei. É um negócio do tipo “Carrie sempre sabe o que dizer pra mim”. OMG e ela sabe! Quando meu coração partiu em partes miúdas e invisíveis ao chão, Carrie estava lá. Eu não lembro o que ela disse EXATAMENTE, porque eu nunca lembro EXATAMENTE, o que as pessoas me dizem, mas o que importa é que ela me tocou e eu me senti tocada pelas palavras doces de uma colunista fictícia de 35 anos.
Eu tenho certa dependência dessas mulheres com mais de 30 anos que têm uma ligação forte com Londres, NY ou Dublin. Jornalistas. Escritoras. Pelo amor de Deus, eu sou uma viciada nelas. Não que eu queira ser igual a elas, mas, elas me inspiram a vir aqui às duas da manhã pra escrever algo pra mim mesma me sentir feliz.

E eu não tenho me sentindo feliz assim há meses. Mesmo que digam que eu tenho estado estranha eu estava ok, estava. Ava, passado. Não estou mais. Superei e me sinto radiante e com risos nas pontas dos dedos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Exorcisa,Mona Lisa

Esse clima totalmente desregulado de pseudo final de ano me faz sentir bem, apesar dos 40 graus ao meio-dia e 12 graus de noite, o que predestina a morte inexorável dos pernilongos. Esse final de tarde é o que mais me impressiona, de verdade, as palmeiras de frente de casa me fazem querer de volta a rede (bem Jack Johnson assim) que não sei porque diabos minha mãe tirou de lá. Deitar e sentir a brisa, me faz pensar em coisas inteligentes (não agora), que por algum motivo desconhecido eu nunca lembro depois. E não, não são as drogas. Andei, por essas reflexões tirando umas conclusões bem tristes sobre a minha pessoa. Sou dessas realmente extremistas, não to dizendo isso pra pagar de gatinha ou fazer moral, é que eu realmente vicio muito rápido nas coisas, depois mal me lembro. Pode ser visto como uma virtude ou uma maldição. Eu sou incapaz de 'amar' alguém (salvo raras exceções) por mais de duas semanas, mas sou capaz de ouvir a mesma música 62 vezes (de verdade) em um só dia. Sou daquelas que muda a casa inteira, mas quando chega no próprio quarto, fico cansada e deixo tudo de lado. Pra mim a única coisa inalcansável é a vida eterna, mas morro de preguiça de levantar pra dar uma lidinha na matéria de química. Há quem diga que se desprender muito fácil das coisas é uma dádiva, pois eu não acho. Adquiri essa 'qualidade' com o passar do tempo, nem sempre eu fui assim, já fui muito apegada principalmente a objetos com valor sentimental, aquele papel de bala (RISOS), um ingresso, um bilhete de desculpas, alguns dias atras, abri minhas gavetas e tornei meu tesouro nostalgico quilos e quilos de lixo. Pra mim é tudo lixo. Tem alguns itens que eu nem mesmo lembro, diários (que me fazem sentir uma leve vergonha). Recicladinhos. Desde pequena meu pai me encorajou a manter esses pequenos documentos pra rir futuramente dar um tapinha na perna e pensar: Como eu era bobinha. Pra mim continua sendo lixo. Tem muita coisa lá que eu queria esquecer de verdade, e provavelmente a melhor forma de fazê-lo é descartando o que me incomoda. Odeio ficar perdendo tempo pensando nessas coisas, e também devo confessar que não gosto muito de ficar pensando (hehe).
Não to sendo muito receptiva ultimamente, e meus posts tão muito gays e sem sentido. Preciso de um assunto polêmico pra discutir, proximo post vai ser sobre o pré-sal. Tira esse dragqueen do corpo que não te pertence.
Acho que hoje vou apelar pro Ulliel, resolução média porque eu tenho ciúme. Estão proibidos de clicar pra ver maior.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Antonia

Agora eu só queria ter alguma coisa plausivelmente engraçada pra esticar um sorriso nas bocas que não são minhas. Mas eu não to conseguindo. Olha, faz tempo que eu não me sinto auto-suficiente, suficientemente, pra me deixar feliz por mim mesma, quem dirá os terceiros. Eu não consigo nem mais transpor as palavras aqui só pra deixá-las registradas e voltar num futuro distante rir, e ir embora com tudo na minha mente por um dia inteiro. Essa vida mundana de aspirante a adulta não ta me fazendo feliz. Eu não to tendo vontade de continuar fazendo besteiras só pra dizer que, pra mim, besteiras são a realidade. ‘Ninguém devia se levar tão a sério’. Olha, eu acho que é por isso que eu fiquei escutando blink constantemente na última semana. Ora por não ter o que fazer e ora pq meus ouvidos somente aceitavam aquele pop punk que ‘me fez tudo que eu sou por dentro’ (bela frase, tom). Essa coisa de não ter o que fazer me deixa paranóica quando eu poderia fazer milhões de coisas e colocá-las do meu currículo de pseudo-vida.
Eu tenho essa mania infantil, que eu preservo desde muito tempo, de ficar rindo das coisas por milhares de dias. Mas minha mania não ta tendo suporte. Ela não ta tendo onde se apegar. Acho que eu não tenho mais espaço pra piadas infames. Não sei, não quero me convencer dos meus devaneios. Mas esse é, pelo menos, o quarto texto que eu tento começar só hoje, pra ver se eu consigo explicações externas pros meus próprios conflitos psicológicos. Esse não foi um bom ano. Não foi. Eu fico assim sob pressão eu fico louca e eu fico totalmente baratinada pq eu não estou dando um rumo pra minha vida tão infame quanto as piadas tanto quanto eu não estou pontuado essa frase, só pra pensar que algumas coisas podem não ter fim se nós quisermos. Acho que são os ponto finais que assustam as pessoas. Ou o ‘era uma vez’ que dá inicio pra todo um pedacinho de vida, que nem sempre termina necessariamente com o ‘eles’ subentendido na frente do ‘viveram felizes para sempre’. Às vezes a gente nem vive. Pra sempre é pedir demais nessa vida que já começou tantas vezes desde que eu to sentada aqui tentando procurar um assunto que não seja dramático e melancólico pros ouvidos alheios.
Eu fico na situação de ficar tendo que contar piadas pra minha mãe maravilhosa que não nasceu com essa veia de rir do comum da vida como eu. God knows como minha mãe não é aberta a piadas sem graça. Mas ela faz as dela sozinha, inocentemente, chamando minha best de fungo. Eu acho que eu to é nervosa demais e declaro que os destilados não fazem mais parte de mim. Eles tão me deixando com gastrite e com enjôos todo santo dia anterior. E isso não é bom. Fígado é um órgão vital. E eu só tenho feito beber e falar como holden caulfield nesses últimos dias de morte.
Eu só queria alguém que cantasse Antonia pra mim, por que nessas horas (me desculpe Justin Pierre) sua voz não é suficiente pros meus ouvidos.