quinta-feira, 5 de maio de 2011

Teoria do papel higiênico

Ontem enquanto eu passava deslizando em cima do carrinho na sessão de absorventes, sabonetes íntimos, lencinhos umidecidos, lembrei de quando eu era mais nova e não existia uma situação nesse mundo que me envergonhasse mais do que sair de casa, caminhar pela praça e entrar no mercado para fazer as compras de caráter fértil. Tá todo mundo olhando. Todo mundo vai saber que hoje, amanhã ou muito em breve meu endométrio vai esguichar e eu mais uma vez não arrumei serventia pro meu útero, mentira eu não pensava isso. Depois dessa breve nostalgia, fui na área de papel higiênico. Aí alguma coisa começou a incomodar muito enquanto eu procurava aquele com três camadas aveludadas cheias de cheirinho, frufru e Gianecchini, e eu logo percebi o que era: comprar papel higiênico. Desde quando a minha prima veio morar com a gente, ela é que cuidava dessa área de compras, e de repente eu estava ali, sem saber comparar preços; me vi executando uma tarefa na qual não possuía experiência nenhuma, e aquele sentimento de vergonha, que eu tinha quando comprava modes, havia voltado.
Óbvio que cagar é tão normal quanto menstruar, tão não, absolutamente mais normal do que menstruar, já que 100% das pessoas (saudáveis) o fazem todos os dias, e apenas 50% recebem o chamado sanguinário da natureza uma vez ao mês. Decidi então analisar por que aquela fucking situação estava me deixando desconfortável. Foi um grande momento de reflexão já que depois disso, enchi metade do carrinho de mantimentos inúteis e já estava sentada no metrô,chacoalhando e notei que um rapaz olhava minhas sacolas, ligeira que sou, percebi que ele não estava tentando ler o slogan do Extra. Não, senhores. Ele estava olhando o conteúdo dos saquinhos. Ou melhor, O conteúdo. Aquele pacote, de oito, não o recatado de apenas quatro, o extra-x-x-x-large pacote de oito rolos de papel higiênico. Aí eu pensei, quando um homem olha um papel higiênico, qual é a primeira coisa que ele pensa? Não, minhas caras, ele não acha que você comprou oito rolos pra tirar o excesso do batom, não. Não! Homens não limpam o órgão depois de urinar, então nem associam a isso. Ele vai te imaginar, não, só imagine: ele vai te imaginar dando aquela cagada. Não aquela cagadinha quando o Robinho já tá cabeceando, que a massa já tá tão na porta que não precisa nem limpar. Tipo, aquela cagada do estilo champagne, que depois de estourada a rolha, bem, você sabe. Então senhoras, bom, eu não tenho uma lição de moral pra dar, nem nenhuma conclusão brilhante, só decidi compartilhar minha teoria do papel higiênico. Aliás, puta associação escrota de Reynaldo Giani com cocô. Comprei aquele Neve e só consigo imaginar ele me fitando



caga logo sua puta

domingo, 10 de abril de 2011

Oi Ba

Só você seduz comigo, sai montada -linda - demais às três horas da tarde pra passar a noite no carnaval de rua de Braz pulando na água e bebendo pinga na cana. Só você é minha japa desde os 15 anos e só por você eu te perdoo por ter esquecido meu aniversário - um dia depois não vale, sou muito sentimental. Bá, falar o que você é pra mim é chover no molhado, você sabe que eu te amo. Amo a nossa animação no telefone, qualquer um acharia que é total falta de desânimo, mas a gente não sabe falar no telefone que nem gente. Pq somos animais lindos e maquiados.
Te amo.
Agora você começou, oficialmente, a envelhecer.

sexta-feira, 18 de março de 2011

E em 2004 ninguém acreditava no poder da internet.
Tirando o fato de que ontem foi um dos piores dias da minha vida intestinal, quiçá de 2011, não esquecemos do fato de que é um costumeiro dia de rebuliço aqui no sexyqueens, não por causa do St Paddy's - diz ela ofuscar a data.

Sai ano e entra ano, a distancia encurta e aumenta de novo, continuo acordando querendo te contar da vida, continuo esperando férias atrás de férias por alguns dias de aventura, ir pra não sei onde, não sei quando, fazer não sei o que, alguns dias pra ser ridícula e ser correspondida. Eu não sei quem mais me ama depois de 5 horas comigo dentro de um carro imitando o - sem preconceito - nordestino ME IMITANDO no pedágio. E a gente achando que consegue crescer em 6 anos.

To há 1 hora aqui. Não sei nem o que desejar, nem como desejar, todos esses anos já foram desejados meus desejos mais verdadeiros, que valem pra outros anos, pra todos os anos, não sei se isso tem regra, mas se eu inventasse as regras a regra seria essa. nem se sequer um minuto deixo de desejar pra você o que já foi desejado. Agora já sei.

Nem se for pra te girar na chuva, empurrar xarope na tua goela e ficar com famílias sensuais eu quero te ver feliz. Eu faço esse puta esforço (principalmente a última parte, muito sacrifício envolvido). Parabéns, meu coração que a sorte do irlandês esteja com você.

Te amo muito e to com saudade, sempre.

quinta-feira, 3 de março de 2011

preparado para a folia: estou.

cachaça,axémiusiqui e camisinha no pipi.
Um excelente carnaval a todos!
beijinhos

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Carnaval: Tíra o pé do c h ã o!

tá cheganu!


Se tem uma coisa que me deixa triste, é gente que não gosta de carnaval. Claro, sempre tem aqueles revolts que odeiam samba, glitter, buzina (para fins recreativos,por favor), gente suada cantando marchinhas sem saber a letra desde os 8 anos, e que preferem ignorar a data, ou juntar uma galera descolada com piercing no nariz e moletons do GAP pra passar 4 dias na chácara do tio, comendo miojo com salsicha (e outras delícias) e ouvindo obras-primas dos ano 80 (AQUILO SIM É ROCK!1).

Outra coisa que me tira do sério é a burguesada que fecha pacote de 5.000 reais pra ficar correndo que nem chinchila no cio atrás do trio elétrico só pra olhar as coxas de mãe da Claudia Leite lambuzadas de óleo, tomando muiiiito uísque do camarote, pegando 30 (na primeira noite) porque o abadá do cara era tipo assim: florescente.

Sempre tem também a turminha da igreja que junta os bróder, 5 paranga, 10 cartelinhas de doce, umas fita pra fazer o chá e simbora pro litoral. Tem coisa mais tosca que passar o carnaval fazendo o que você faz todo santo fucking dia? Fora que praia além da baderna de costume, nesses 4 dias só serve como fonte de nóticias bizarras pro Terra tipo: "bêbado escapa ileso após ficar preso em máquinas de salsicha" ou "estudante é preso ao forçar gato a inalar maconha".

Tive o deleito de ser interiorana e ter metade dos genes mineiros fico arrasada de ouvir a piazada de prédio paulistana falando que carnaval é um lixo e todos que o comemoram devem morrer de sangramento no baço. Depois desse drama todo só aconselho uma coisa: carnaval de rua do interior. Não sabem o que estão perdendo. Tira essa bunda gorda, suada, cheia de furúnculos e estrias do sofá, desliga essa porra de Globo, porque se tiver ligada só pra ver senhoritas e sub-celebridades velhas semi-nuas, só com tapa-sexo e tampinha no mamilo, eu te dou o link do novo filme da Gretchen pra baixar, vá pro google maps e procure o vilarejo mais afastado de civilação possível. Lá a galera sabe o que é diversão.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Leitura agradável pro almoço

O Homerzinho tava se coçando muito por esses dias, essa época é um inferno porque tudo quanto é bicho nojento-picador-sugador-de-sangue surge pra causar com nossos amiguinhos. Não é pra qualquer um juntar o animalzinho no meio das coxas e afastar o pelo procurando (mais com o tato que com a visão) essas parasitas vampirescas, e arrancando sem dó nem piedade a unhadas. Carrapato é um puta bicho nojento, pior ainda se forem aqueles beges que tão a tanto tempo sugando seu bichinho que mais parecem com amendoim japonês (reflita durante a comilança de petiscos).


E o mais nojento não é cravar a unha, o mais nojento é ter que matar depois. E você é obrigado a fazer isso, ou você, protetor dos animais vai devolver à natureza? Vai colocar no meio dos bichinhos de pelúcia, comprar um aquário e fazer uma criação pra rolar em cima deles no tapete? Meu irmão, é colocar o bicho em álcool e dar descarga, pros mais corajosos é só colocar entre jornais (sessão equilíbrio) e meter o pé, pros mais nojentos dar aquela apertada vigorosa com os dedos mesmo (faz *ploc*) olhando pra atrocidade e correr o risco de tomar aquela respingada na vista.

Outra coisa que eu tenho um puta asco é de espirro. Eu chego a considerar nem como nojo mais, é uma fobia e causa polêmica sempre que eu conto pra alguém. Eu juro que eu tento ver como se fosse uma tosse molhada MAS AÍ EU FICO COM MAIS NOJO AINDA. O negócio é tão doente que se você espirrar do meu lado em um local fechado, tipo um elevador, eu prendo a respiração até a porta abrir de novo. Não faça isso. Em caso de espirro seguido de catarro visível, cheiro de espirro e limpada na calça, meus olhos aguam. Por favor, não faça isso.

Nossa, eu tava inspirada pra escrever sobre nojeiras e fui interrompida por um vídeo bizarro de duas mendigas lutando. Coisa mais engraçada que briga de mulher não existe, tem quem ache excitante, mas no geral é bem engraçadão. Sempre rola aquela falta de coordenação motora, quebras de unha, uma bagunçada no penteado e trash-talk (minha parte favorita).
Mulher mulherzinha brigando é engraçado. Mulher que só sabe gritando puxando cabelo é engraçado. Mulher que luta feito machinho é engraçado. Mulher que briga feito machão é mais engraçado, e confesso que me dá um pouco de medo. Homem não. Homem brigando dá medo pra caralho.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Calor é minha bunda no cascão.

Admito que fico me remoendo de ver nosso blog jogado as traças depois de tantos anos de empenho. Não que seja falta de assunto, falta de consideração, foi uma procrastinação virtual que se tornou mais evidente depois que surgiu o tuíter. Não sentimos mais necessidade de fazer redações sobre nossas aventuras diárias, era tão mais fácil e acessível postar pros novos assíduos followers. Considerações - com uma pitada de desculpas - à parte, eu amo muito mais quem lê aqui, que fique claro.

Eu to com a minha mania de loucona de novo. Limpar tudo. Jogar tudo fora. Aprender coisas novas. Odeio essa síndrome de ano-novo-to-entediada-de-férias que me invade todo começo de ano (lê-se antes de começar as aulas). A princípio parece uma epifania que se torna entusiasmo, caos e iminente fracasso. Quero fazer faxina de madrugada, assistir 3 filmes por dia até meu cérebro não saber mais discernir Nia Burton de Tim Vardalos. E por Deus, Nia Vardalos, eu imploro: pare de dirigir filmes. E mais importante, pare, PARE (suplicando) de atuar. Para com esta porra. Só para.

Aproveitando a raiva que eu estou sentindo por lembrar que eu assisti 3 filmes dela no último mês (não aprendo), vou aceitar o risco da rejeição ao expor minha indignação com "reclamadores de tempo". Para você que está perdido, te explico melhor. São aquelas pessoas que nunca estão felizes com o tempo (em relação a clima). Chove demais, sol demais, muito fresco, muito abafado, frio pra cacete, POR QUE ESSE CALOR DE MERDA, SOL MORRA! Senhores, não sejamos hipócritas, naquele momento que você se encontra no metrô, no sol de rachar mamona do meio dia, dividindo um vagão com outras trocentas pessoas tão estressadas, suadas e impacientes como você dá vontade mesmo de ir pro Alasca, Finlândia, ou Berk onde neva por 9 meses e os outros 3 tem geadas. Mas parem com essa ladainha de "ai eu não nasci pra calor" "ai por isso que o Brasil não presta" "ai ai ui ui calor mimimim calor não aguento". Nenhum brasileiro aguenta dez minutos de neve no baço. Fomos criados comendo arroz e feijão pelando no calor de 32 graus dentro de casa, comendo queijo quente misturando com areia e fezes caninas na praia. Chega, cara. To rabugenta ne. Desculpa pros reclamadores de tempo. Já fui uma. Percebi como é irritante. Parem de me irritar.

E pra você que ta aí,com calor pra caralho:
se fode ai

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nunca me deixem com fome ou curiosa. Em hipótese alguma me deixem com fome e curiosa ao mesmo tempo, se for assim não durmo. Aí se eu deixo de dormir ou durmo menos do que eu deveria (18 horas diárias) eu fico irritada e não vivo. Então se não querem me deixar louca, por favor, não provoquem.


To exagerando, juro. Mas loucura pega, não to brincando. E não to ficando louca. A parte da loucura é meu lado hiperbólico falando e esse meu lado é bastante extenso. Na verdade o anormal é que deveria ser normal. E aí os normais seriam loucos e essa hora eu estaria dormindo e não estaria me deixando levar pela fome, insônia ou curiosidade. É isso que eles devem chamar de ansiedade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Saudades

Eu vinha contando minha vida, cada passo que eu dava e pedra que eu tropeçava. Aí eu fiquei deprimida o suficiente pra não querer escrever. Quem me conhece sabe que pra eu deixar de escrever a depressão tem que ser drástica. Sim, a depressão não foi tão emblemática, mas eu simplesmente não tinha vontade. Eu morava sozinha, eu morava longe de tudo e eu estava feliz. Depois eu não morava sozinha, mas vivia em uma prisão azul com vista para a belíssima arquitetura romana: foi aí que Nero apareceu e colocou tudo abaixo e eu quis voltar pra casa, junto com meus pais. Eu fui forte o suficiente pra me manter em pé um semestre longe deles. Não que eu seja fraca, mas eu estava perdida e fui ficando cada vez mais perdida, abandonada. Eu conquistei amigos para a vida toda em Curitiba, pessoas especiais que eu lembro todo dia e mando beijos mentais para elas. Mas eu conheci amigos para a vida toda que me viraram as costas nos piores momentos. Momentos que eu me senti na 3ª série do ensino fundamental. Fui eu mesma ao ponto de chorar e ficar horas no telefone com minha melhor amiga. Fui fraca o suficiente pra chorar e fui brava o suficiente pra erguer a cabeça e continuar vivendo por mais quatro meses em um ambiente hostil. É aprendizado. Se não fosse assim seria de outro jeito. De qualquer forma, celebrando a fidelidade àqueles tempos, não jogo pragas ou coisas do gênero naqueles pessoas. Eu lembro dos bons momentos, dos ótimos momentos e dos grandes momentos que eles compartilharam comigo. Foi em Curitiba que eu aprendi a ir churrascos sem carne e aprendi a cumprimentar as pessoas de longe, já que é preciso muita parcimônia para nos aproximarmos daqueles humanos ariscos. Nunca foi difícil pra eu me moldar aos lugares e aprender a conviver com pessoas diferentes - mas eu nunca fui muito paciente. Eu aprendi a cozinhar, viajar horas de ônibus. Aprendi a ir pra São Paulo sempre que possível e também amei muito ver minha melhor amiga a cada três meses. Foi morando sozinha que eu aprendi a beber cerveja, a viver à noite, a dirigir e ir ao James. E, principalmente, foi voltando a morar em São Leopoldo que eu aprendi a valorizar cada um dos amigos que cresceram comigo. A amiga que eu briguei tantas vezes, mas que sempre esteve presente na minha vida. Minha amiga que não tem noção nenhuma, mas que é ela mesma sempre, mesmo que eu desaprove os atos insanos dela. Minha amiga que eu tanto odiei quando eu éramos idiotas o suficente para nos odiarmos; minha amiga que me ensinou tanto, me visitou tantas vezes em casa, enlouqueceu minha mãe chamando-a de tia e me ensinou, principalmente, a ir pra festa. Minha amiga, como as outras, insana, adepta ao trago e aos inferninhos que ouve tantas vezes e que me acolhe tantas vezes na sua casa. Todas que pessoas que eu amo tanto, que me amam tanto e que se importam comigo. É muito bom morar longe de casa e sentir saudades. É muito bom, senão melhor, voltar pra minha casa vermelha, e voltar à velha rotina que eu já enjoei. Agora eu quero ir embora de novo, mas eu sei que vou voltar e vou vir aqui escrever cada passo, mesmo que longo.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Happy B-Day, Jéss!

Como já é tradição todo aniversário de uma ilustre Sexyqueen, nós procuramos fazer um post fofinho, todo emocionado, e não é porque a Jézinha ta ficando véia que eu não farei o mesmo esse ano. Não garanto que será melhor que os outros, mas esse com certeza é de muito coração.

Acho que se eu pudesse desejar algo, seria felicidade, saúde, dinheiro e cats (não nessa ordem, depende muito da necesidade momentânea, portanto deixo em aberto), e como eu posso desejar o que eu quiser, é exatamente isso que eu desejo.


A verdade é que, não interessando a total ausencia desses elementos que eu acabei de te desejar, o mais importante, para mim pelo menos, é que você saiba que a algumas horas distância tem alguém que você sempre pode contar pra viagens no cu do mundo, pra se entupir de doces de ursinho em goma, tomar drinks horríveis dividir em 9 copos e mesmo assim não conseguir tomar, ligar bebada de madrugada, assistir o melhor do Brasil, comendo pizza e tomando coca porque tava de saco cheio demais pra sair de casa. Lembra daquele 'ditado' que pra idiota não existe tédio... E vou comemorar o seu DOISPONTOZERO (odeio) tomando todas na Braugarten, com uma foto sua no centro da mesa, juro.
Te amo, Jé!








“Algumas vezes, na vida, existem aqueles laços que, uma vez formados, nunca poderão ser quebrados. Algumas vezes você poderá encontrar uma pessoa que vai ficar ao seu lado independentemente do que acontecer. Talvez, você encontre isso em uma pessoa e celebre isso com o casamento dos seus sonhos, mas existe também a chance de que a pessoa com quem você poderá contar eternamente, a única pessoa que te conhece melhor do que você mesmo. É aquela mesma pessoa que estava ao seu lado o tempo todo”